Foto: Brigada Militar/Divulgação

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) anunciou nesta quinta-feira (28), que denunciou seis pessoas pela tentativa de homicídio qualificado contra o promotor de Justiça Jair João Franz, em Teutônia, no Vale do Taquari.

Os denunciados incluem o executor do crime, os dois mandantes, um líder de facção que orquestrou o ataque de dentro da prisão, a advogada dele e três cúmplices. Os papéis desses últimos três foram descritos como auxílio no monitoramento, fornecimento de abrigo ao executor e disponibilização de um celular e moto.

A denúncia apresenta quatro qualificadoras para o crime: motivo torpe, emboscada, uso de recursos que dificultaram a defesa da vítima (devido à surpresa causada pelos múltiplos disparos) e o uso de uma pistola 9 milímetros, considerada arma de uso restrito.

Além disso, os seis foram denunciados por envolvimento em uma organização criminosa. A denúncia descreve a organização como uma estrutura hierárquica, estável e duradoura, com divisão de tarefas e um objetivo de vantagem econômica envolvendo tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo. O grupo usou a intimidação por meio de outros delitos para expandir seu território e alcançar lucros.

Caso sejam condenados, cada um dos denunciados pode enfrentar penas que variam de 12 a 30 anos de prisão. Quatro deles – mandante, advogada, executor e o cúmplice responsável pelo monitoramento da vítima – já estão detidos.

A denúncia destaca que várias medidas cautelares foram implementadas, resultando em um sólido conjunto de evidências que permitiu a identificação dos autores do crime e a exposição de um grupo criminoso altamente organizado, envolvido em uma variedade de delitos, incluindo o planejamento e a execução de autoridades locais.

O crime ocorreu em 17 de agosto deste ano, e três dos suspeitos foram presos em 24 de agosto como resultado de uma operação conjunta do MPRS e da Polícia Civil, com apoio da Brigada Militar e do Instituto-Geral de Perícias. O quarto suspeito foi detido em 29 de agosto. Durante a operação, mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos investigados e de pessoas associadas a eles. Além disso, um pedido do MPRS para a coleta de material genético dos denunciados foi autorizado pela Justiça e resultou em confrontos positivos com material recolhido no local do crime.

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