A Defesa Civil alerta para possíveis inundações em regiões ribeirinhas da Capital. Foto: Alex Rocha/PMPA

Após a passagem de um ciclone extratropical que desencadeou intensas chuvas no Rio Grande do Sul nos últimos dias, o nível dos rios segue sendo monitorado. A situação mais preocupante recai sobre o Guaíba, que demanda atenção especial neste momento.

Segundo o boletim de monitoramento hidrológico fechado nesta quinta-feira (7), a maioria dos rios no Estado está em níveis de atenção, com cenários variados em diferentes regiões. O Guaíba, no entanto, é o epicentro da preocupação.

A Sala de Situação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), em parceria com a Defesa Civil estadual, realiza um acompanhamento constante dos níveis dos rios, levando em consideração três limiares: atenção, alerta e inundação.

No momento, o Guaíba, na Estação Cais Mauá C6, registrou um nível de 2,43 metros. O hidrólogo Pedro Camargo, da Sala de Situação, alertou que a tendência é de que o Guaíba continue subindo nas próximas 24 horas, com impactos diretos nas ilhas do Delta do Jacuí.

Camargo explicou: “O principal problema agora é a evolução dos níveis do Guaíba. Ele acabará recebendo o pico das cheias do Taquari e dos Sinos. Permaneceremos analisando o comportamento do Guaíba, que é influenciado por vários fatores, inclusive a direção dos ventos. Naturalmente, com o escoamento da água, ele subirá um pouco, podendo atingir, no máximo, três metros, que é a cota de extravasamento dele no cais.”

Enquanto outros rios, como o Sinos, o Taquari, o Jacuí e o Caí, estão atualmente acima da cota de inundação, mas apresentam estabilidade ou declínio, a situação do Guaíba continua sendo o ponto de maior preocupação.

A Sala de Situação manterá vigilância constante sobre a evolução da situação, priorizando o monitoramento das áreas mais críticas, como o Delta do Jacuí e as ilhas do Guaíba.

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