
HPS busca aumentar o número de doações de órgãos. Foto: Prefeitura de Porto Alegre / Divulgação
O Hospital de Pronto Socorro (HPS), de janeiro a agosto de 2023, notificou à Central de Transplantes do Rio Grande do Sul 14 doadores de órgãos, com média de três órgãos implantados de maneira efetiva pelo doador. No ano anterior, no mesmo período, foram 10 doadores, ou seja, um aumento de 40%. Os dados são da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante da instituição.
O setor é responsável desde 2002 por coordenar as ações que são referentes à doação de órgãos no HPS, passando por todas as etapas, como: identificação do potencial doador, entrevista com familiar, suporte e acompanhamento. A comissão é formada por três médicos, sete enfermeiros, um assistente social e um psicólogo, funcionando em regime de sobreaviso nas 24 horas do dia, sete dias por semana.
O médico Cristiano Franke é coordenador da comissão, e fala da importância de declarar a vontade de ser doador de órgãos para os familiares. “É um momento delicado, quando a família precisa lidar com a perda do ente querido, então, ter a possibilidade de fazer o último desejo do familiar e ainda ajudar outras pessoas é uma atitude de extrema solidariedade”, avalia.
De acordo com o médico, é possível utilizar até três órgãos por doador, além de tecidos como pele e córneas. “A pele auxilia pessoas que sofreram queimaduras extensas e precisam fazer enxerto”, comenta Franke. Para ser doador a pessoa precisa sofrer morte encefálica, com comprovação na legislação brasileira a partir de exames clínicos criteriosos e atestado de três médicos.
O Dia Nacional da Doação de Órgãos é lembrado em 27 de setembro, sendo chamado de Setembro Verde. Para marcar o mês, o HPS organizou uma mostra fotográfica sobre o tema, chamada “Doando Órgãos, Multiplicando Vidas.”
Composta por 15 banners que contam a história de doadores, pacientes que receberam órgãos e familiares de ambos. De autoria do fotógrafo Marcelo Andrade, as fotos já foram expostas em diversos locais da capital gaúcha, como Assembleia Legislativa, Aeroporto Internacional Salgado Filho e Câmara Municipal.
Conforme informações da Central de Transplantes do Rio Grande do Sul, a negativa familiar aparece como principal causa da não efetivação da doação. “Por isso, é essencial que as pessoas avisem os familiares a respeito da vontade de ser um doador de órgãos”, destaca Franke. Desde 2022, qualquer pessoa pode manifestar em cartório, gratuitamente, o desejo de ser doador de órgãos.


