Créditos: Divulgação/Sony Pictures

O Pior Vizinho do Mundo é a mistura de dois gêneros que se completam. Com uma abordagem despretensiosa faz rir e com uma história rica de carga dramática, consegue emocionar. Tudo isso centralizado em Tom Hanks, que mesmo fazendo esforço para ser o personagem mais antipático do mundo, transborda carisma e ganha logo de cara o coração do público.

Créditos: Divulgação/Sony Pictures

O filme conta a história de Otto (Tom Hanks), um velho rabugento que pensa constantemente em cometer suicídio após perder sua esposa. Sozinho e extremamente amargurado, sua vida muda quando um casal nada convencional, se muda para a vizinhança, e faz ele ver a vida de uma outra forma. Os flashbacks que recontam a história de Otto com sua esposa são o ponto alto do drama, ajudando a contextualizar a sua atual realidade.

Já partindo para o presente, o foco é na sua relação com o casal Marisol (Mariana Treviño) e Tommy (Manuel Garcia Rulfo), que servem como alívio cômico e ajudam no desenvolvimento do protagonista. Apesar do humor mais físico dos dois, a maneira “rabugenta” de Otto ver a vida, dá um contraste bem interessante e ajuda a deixar o longa ainda mais divertido.

Créditos: Divulgação/Sony Pictures

Tendo duas vertentes bem definidas, o filme se sai bem em ambas. Porém, derrapa em algumas cenas em que precisa ter uma bagagem emocional mais carregada, se tratando principalmente dos flashbacks, já que os atores que fazem as versões mais jovens do casal, não conseguem entregar a interpretação necessária para gerar comoção no telespectador.

No humor, o filme se destaca na figura do Tom Hanks, que consegue ser engraçado, sem forçar em momento algum e fazendo um personagem que não tem como foco ser engraçado. A naturalidade de Hanks, não é tão presentes nos demais, mas mesmo assim, não tira os méritos do elenco de apoio que também manda bem.

Créditos: Divulgação/Sony Pictures

Falando em elenco de apoio, a maioria dele é introduzida para corroborar nesse desenvolvimento de Otto. Além dos vizinhos, temos algumas subtramas que acrescentam muito nessa construção. O filme ainda tem pequenos elementos de discussão do nosso cotidiano, como o uso excessivo das redes sociais, as novas profissões e a homossexualidade.

São mensagens mostradas da forma ideal na tela, sem ser sutil, mas ao mesmo tempo não impactando na trama central. A montagem ajuda bastante nessa construção, o ritmo é dinâmico e a sensação de progressão da narrativa é bastante clara.

Créditos: Divulgação/Sony Pictures

O Pior Vizinho do Mundo fala sobre luto, a dor da perda e suicídio. Falando assim pode ser um filme completamente depressivo, mas não. O grande mérito do filme é justamente tratar de temas densos de uma maneira leve. O saldo final é um misto entre o choro e riso, mostrando que essa mescla de gênero foi muito bem sucedida. Por fim, é uma experiência recompensadora, extremamente tocante e divertida.

 

Por: Matheus Furtado

Nota: 

 

 

 

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