O Rio Grande do Sul será reconhecido internacionalmente como zona livre de febre aftosa sem vacinação. O título é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). A notícia foi confirmada pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, em reunião virtual na quarta-feira (10) com o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho.

A homologação pelo OIE na assembleia geral deve ser feita em maio, na França. Acre, Rondônia, Paraná e parte do Amazonas e do Mato Grosso também ganharam o reconhecimento.

Em âmbito mundial, a retirada da vacinação no Estado significa que há defesa sanitária confiável. A iniciativa permitirá acesso ao mercado de carnes chamado circuito “não aftósico”, com exportação de cerca de US$ 1,2 bilhão anuais adicionalmente.

Hoje, a carne gaúcha não acessa 70% dos mercados potenciais.

O governador Eduardo Leite (PSDB) comemorou o reconhecimento e disse que a medida vai gerar renda e novos empregos no Rio Grande do Sul.

“Encerramos o dia de hoje com uma notícia muito positiva em meio às dificuldades que estamos vivendo, em âmbito econômico. Esse reconhecimento vai abrir mercados mundo afora para vendermos aquilo que produzimos de proteína animal e vai incentivar investimentos em frigoríficos, em produção de proteína animal e, consequentemente, em emprego e renda para a nossa população, acessando esses outros mercados e colocando mais recursos no nosso Estado”, ressaltou Leite.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já havia formalizado, em agosto de 2020, a zona livre da febre aftosa sem necessidade de vacinação. O reconhecimento permite que em torno de 12,5 milhões de cabeças, entre bovinos e bubalinos, não precisem de vacinação no Estado.

Também será dispensada a aplicação de 20 milhões de doses anuais de vacina. A campanha ocorria em duas etapas: rebanho geral e para animais com até 24 meses.

Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

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