Polícia Civil e Polícia Federal contra o tráfico de drogas em São Borja. Foto: Divulgação/ PCRS

Na manhã desta quinta-feira, (5/10), foi deflagrada via Policia Civil, por meio da 1º Delegacia de Polícia de São Borja, em conjunto com a Policia Federal, a Operação Soft Power. A operação tem como objetivo a investigação de crimes de tráfico de droga e lavagem de dinheiro. 12 pessoas já foram presas, duas armas de fogo apreendidas e quatro veículos e porções de drogas.

De acordo com a Delegada Elisandra Mattoso Batista, o embrião que deu origem à Operação Soft Power foi uma investigação que teve início em 2022, quando a Policia Civil e a Policia Federal, de São Borja, instauraram diversos inquéritos policiais para investigar a atuação de um grupo criminoso dedicado ao tráfico de drogas na cidade.

As investigações mostraram a articulação de uma rede de traficantes vinculados a essa organização criminosa, a qual é um braço de outra organização maior, oriunda da Região Metropolitana e Vale dos Sinos, que movimenta grande volume de entorpecentes e possui o monopólio desse mercado ilícito no município de São Borja, há alguns anos.

A utilização de veículos, inclusive veículos vinculados a uma empresa de aplicativo de mobilidade urbana para realizar a entrega de entorpecentes a usuários foi uma das formas de traficâncias mais evidenciadas nas investigações.

Além da traficância, o grupo criminoso também é responsável por diversos crimes de homicídios, extorsões, sequestros, lavagem de dinheiro, dentre outros, os quais geram grande sensação de intranquilidade para a comunidade de São Borja.

As investigações mostraram que o grupo criminoso é comandado por indivíduos recolhidos ao sistema prisional no Estado e os crimes são executados por comparsas em liberdade. O nome Soft Power, que significa “Poder Moderado”, aduz que o Estado não se utilizou de todos os meios disponíveis, deixando claro que não se fará ausente e empregará todas as forças quando necessário em prol da sociedade local.

A operação teve um total de 380 policiais0, militares e rodoviários federais de diversos locais do Estado, com o apoio de unidades especializadas dessas instituições, tais como a Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) e a DOA (Divisão de Operações Aéreas da Polícia Civil), o Grupo de Pronta Intervenção (GPI) da Polícia Federal, o Bope (Batalhão de Operações Especiais) e o BPChoque (Batalhão de Choque) da Brigada Militar e da PRF.

Cerca de 100 viaturas policiais foram mobilizadas durante a ação, além do helicóptero da Polícia Civil para completo cerceamento das áreas onde foram cumpridas as ordens judiciais.

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