O Virando o Jogo, apresentado pelo jornalista Rogério Amaral, estreia em novo horário a partir de 1° de março. O programa será exibido de segunda a sexta-feira, ao vivo, às 13h, e substituirá o RDC Esporte: Debate.
Reconhecido como um dos comunicadores esportivos mais influentes do Rio Grande do Sul, Rogério já cobriu as Copas do Mundo dos Estados Unidos, da França e do Japão. O apresentador também integra o time de pioneiros dos programas esportivos diários na televisão gaúcha, destacando-se pela trajetória como empreendedor independente.
Já para os colorados, Rogério é lembrado por desenvolver e implementar a TV Inter, WebTV do Sport Club Internacional.
Com convidados e análises sobre a dupla GreNal, o jornalista começou a consolidar a presença de programas esportivos regionais em 1991. Desde lá, o Virando o Jogo já teve outros três nomes: Camisa 2, Camisa 10 e Virando a Mesa.
Em retorno às tardes, Rogério espera alcançar um novo público por conta da pandemia. “Retorno à origem consagrada”, comemora.
A seguir, confira quatro curiosidades sobre o programa:
Como surgiu a proposta do programa?
A ideia surgiu há muitos anos, precisamente em 1991. Faltava na televisão do Rio Grande do Sul um programa diário de debate com informação sobre esportes, especialmente de futebol. Pedi demissão da RBS e aluguei um espaço na TV Guaíba, hoje Record. Por conta do canal, chamou-se Camisa 2. Depois vieram o Camisa 10 na TV Bandeirantes, o Virando a Mesa na TV Pampa e, agora, o Virando o Jogo, que iniciou na TV Urbana e migrou para a RDC TV quando houve sua inauguração.
Independente do nome ou da emissora, já são 30 anos nesse estilo que mexe com o senso crítico do público e permite sua participação.
Qual episódio você considera um marco na história do programa?
Vários foram os momentos que poderia destacar ao longo desses anos. Em 1994, a cobertura da Copa do Mundo nos Estados Unidos teve, inclusive, uma entrevista exclusiva com o técnico Carlos Alberto Parreira. Em 1995, a Copa América no Uruguai, também tendo uma participação exclusiva com o técnico Zagallo. Nesse ano ainda teve o acompanhamento do Grêmio nas finais da Libertadores e do Mundial de Clubes.
Em 1998, o programa foi transmitido ao vivo da França por ocasião da Copa do Mundo. E para virmos ao presente, a informação dada em “primeira mão” nessa quarta-feira (24), no Virando o Jogo, de que o representante do técnico Renato Portaluppi, o empresário Gauchinho, tinha desembarcado em Belo Horizonte justamente quando se especula que o Atlético Mineiro deva ser o destino do treinador neste ano, deixando o Grêmio.
Qual é o maior desafio de conduzir um programa esportivo durante a pandemia de Covid-19?
Os maiores desafios foram comerciais e de produção. Foi preciso adaptar o programa ao sistema de home office e ajustar a participação dos convidados à realidade das plataformas virtuais de transmissão, desde a qualidade de internet que dispunham até a configuração de seus próprios equipamentos. Foi um trabalho árduo só possível com o excelente desempenho da equipe técnica da RDC TV. Isso nos permitiu levar o programa ao ar, durante três meses, de fora do estúdio.
Qual é a expectativa para a nova mudança de horário?
A expectativa é a melhor possível, porque é o retorno à uma origem consagrada. O Virando o Jogo, assim como os seus “irmãos” anteriores, tem como tradição o horário das 13h, de segunda a sexta-feira. Momento em que as pessoas fazem um intervalo em suas atividades de trabalho e buscam o lazer, a descontração.
As circunstâncias atuais estão obrigando a uma mudança em nossos hábitos. Por ficarmos mais tempo no resguardo de nossos lares durante o dia, buscamos várias formas de entretenimento. E “discutir” o futebol através dos meios que a tecnologia atual nos oferece, é uma delas.


