Foto: Universal Pictures/ Divulgação

Ridiculamente divertido, Velozes e Furiosos 10 é a galhofa que funciona. Não espere nada diferente, ele é tão mentiroso e absurdo quanto seus antecessores, e tá tudo bem.

Duas décadas depois, Velozes e Furiosos conseguiu alcançar um patamar inimaginável se compararmos a premissa original da franquia, que surgiu lá em 2001, com o objetivo de apresentar o submundo das corridas clandestinas em Los Angeles. Apesar dos primeiros filmes terem boa aceitação do público, foi na ação que a franquia se popularizou, aliado as figuras icônicas do filme original como Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez e Jordana Brewster, que voltaram em 2009 no quarto filme, e começaram a fazer de Velozes e Furiosos, um dos maiores blockbusters do cinema na atualidade.

Foto: Universal Pictures / Divulgação

O décimo capítulo da saga chega com a promessa de ser o começo do fim. O filme revisita eventos do quinto filme, que se passa no Rio de Janeiro, e retoma a trama de Hernan Reyes, um político local que foi morto por Torreto e sua turma, mas deixou alguém muito poderoso que busca vingança pela morte do pai: Dante Reyes, interpretado por Jason Momoa. Basicamente essa é a premissa do filme, que não economiza em replicar elementos que já vimos nos filmes anteriores (afinal, estamos no décimo filme, pra que inventar?).

Foto: Universal Pictures / Divulgação

É muita piada, ação desenfreada e absurda, mudança de locações abruptas, apelo para nostalgia e muita frase de efeito; Pra quem é fã, Velozes 10 não tenta ser diferente dos antecessores, inclusive ele aumenta ainda mais a dimensão dos acontecimentos e o nível de suspensão de descrença. Porém, ele consegue cumprir exatamente o que ele se propõe: ser um bom divertimento.

O roteiro é mais simples que seu antecessor, apesar de contar com toda a parafernalha tecnológica, não temos ida ao espaço, arma de ameaça global, organização criminosa; o que melhora a experiência. Os grandes blocos de ação seguidos de fiapos narrativos não me incomodam mais nesse ponto da saga, já que pelo menos Velozes 10 é consciente do quão ridículo ele é.

Foto: Universal Pictures / Divulgação

Além dos personagens já conhecidos, temos a adição de novas figuras ao elenco como Brie Larson, Alan Ritchson, Daniela Melchior e o próprio Jason Momoa. Todos estão “ridiculamente” bem, destaque para Momoa que faz um personagem exagerado ao extremo, mas ao mesmo tempo totalmente imprevisível e sádico. Com sua personalidade excêntrica ele convence como um antagonista ameaçador, mas incomoda em certos momentos por levar a galhofa pra um nível quase que insuportável (é, tudo tem limite.)

O Brasil está presente novamente no longa e é retratado — assim como o quinto filme —  de maneira extremamente artificial. As cenas de racha estão presentes novamente só para manter a tradição da franquia, já que narrativamente não fazem sentido nenhum.

Outro diferencial é o final em aberto, que traz a perspectiva de primeira parte de um fechamento para a saga. Por fim, ainda temos uma surpresa para os fãs, ou melhor, duas surpresas.

Foto: Universal Pictures/ Divulgação

Velozes e Furiosos 10 é autoconsciente, mantém o legado da franquia e consegue divertir. É sim mais um filme extremamente mentiroso, com cenas de ação mirabolantes e situações que não fazem sentido algum, mas mesmo assim consegue entreter pelo absurdo. Pra quem gosta da franquia, é um prato cheio, pra quem não gosta, não é agora, no décimo filme, que vai gostar né?

Por: Matheus Furtado

Nota: ⭐ 3/5

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