Foto: Fernanda Caroline/Divulgação

Na próxima segunda-feira, dia 11 de setembro, às 18h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa, gestores públicos, profissionais da saúde, familiares de pacientes e organizações da sociedade civil se reunirão para discutir a necessidade de inclusão do sensor de glicemia FreeStyle Libre no protocolo estadual de tratamento para pessoas com diabetes tipo 1. O requerimento para esta discussão foi apresentado pelo deputado Valdeci Oliveira (PT) e aprovado pela Comissão de Saúde e de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa.

O sensor FreeStyle Libre é uma tecnologia que permite leituras contínuas da glicose no sangue sem a necessidade de picadas ou causar dor ao paciente. Ele é aplicado na parte superior posterior do braço e é capaz de armazenar até 8 horas de dados de glicose, com uma duração de 14 dias. No entanto, o custo desse dispositivo é cerca de R$ 300 por quinzena para o usuário.

No Brasil, 14,3 milhões de pessoas vivem com diabetes, sendo que 700 mil delas estão no Rio Grande do Sul, tornando o estado o terceiro com maior prevalência de diabetes tipo 1 no país. Além disso, o Brasil é o quarto país com o maior número de crianças com diabetes tipo 1, ficando atrás apenas da China, Índia e dos Estados Unidos. O Rio Grande do Sul abriga cerca de 9 mil crianças com diabetes tipo 1, com o Instituto da Criança com Diabetes atendendo 4,6 mil delas.

A Diabetes Mellitus (tipo 1) é uma doença metabólica grave caracterizada pelo aumento anormal de glicose no sangue. Ela está entre as cinco doenças que mais causam mortes no mundo e, se não tratada adequadamente, pode levar a complicações severas, como amputações de membros inferiores, cegueira irreversível e doença renal crônica.

Além da discussão sobre a inclusão do sensor no protocolo de tratamento, o Instituto da Criança com Diabetes está em estado de urgência para atender cerca de 135 pacientes que vivem na região afetada pelas enchentes no Vale do Taquari. Equipes estão realizando uma busca ativa nos endereços cadastrados para entregar insulinas, glicosímetros e outros insumos necessários. Pessoas afetadas ou com familiares nessa situação podem entrar em contato pelo WhatsApp (51) 98168-1654.

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